O PT abriu uma nova frente de ataque dentro do Supremo. Os deputados federais Rui Falcão (PT-SP) e Rogério Correia (PT-MG) enviaram ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, uma Notícia de Fato que pede a abertura de investigação contra o ministro Kassio Nunes Marques. O alvo é a suposta ligação do magistrado e de pessoas do seu círculo familiar com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
O que os deputados pedem
A representação se apoia em relatórios de análise da Polícia Federal, produzidos no âmbito da Operação Compliance Zero. Os documentos examinaram conteúdos extraídos de celulares apreendidos de Vorcaro. Segundo os parlamentares, o material traz indícios que justificariam uma apuração.
No texto enviado a Fachin, eles sustentam que os elementos reunidos pedem a verificação de possíveis vínculos pessoais e patrimoniais entre o ministro, pessoas próximas a ele e o grupo econômico do Master. Também questionam a participação de Nunes Marques em julgamentos que poderiam ter impacto econômico para a instituição financeira.
Os sete pontos da ofensiva
A Notícia de Fato lista sete pontos que, na avaliação dos deputados, precisam ser esclarecidos. Entre os principais estão:
— o julgamento envolvendo a Destilaria Alcídia;
— movimentações financeiras relacionadas ao filho do ministro;
— contratos advocatícios de alto valor;
— despesas com hospedagem e transporte;
— a atuação do magistrado em uma ação ligada à CPI do Banco Master.
Vale registrar: trata-se de um pedido de apuração feito por parlamentares do PT, não de uma conclusão da PF nem de uma decisão do Supremo. Os pontos são apresentados pelos próprios deputados como questões a serem esclarecidas, e a fonte não traz resposta de Nunes Marques sobre o que foi levantado.
E agora?
A bola está com Fachin, a quem cabe analisar o encaminhamento da Notícia de Fato. Se o pedido prosperar, o caso Master, que já vinha sacudindo Brasília, ganha mais um capítulo dentro do próprio STF. Se for arquivado, a iniciativa ficará como mais um lance político da esquerda em meio à disputa eleitoral.
Análise do Giro
Todo cidadão e todo parlamentar têm o direito de pedir esclarecimentos, e nenhum ministro está acima de questionamentos. Mas o momento e o alvo da ofensiva petista chamam atenção: o PT age com rapidez quando o nome é de um ministro que contraria o Planalto, enquanto aliados do governo também aparecem nas conversas do caso Master. Se há indício, que a apuração seja técnica, imparcial e vá aonde os fatos levarem, sem seletividade nem uso eleitoral.
Com informações de Jornal da Cidade Online.



