A campanha de Lula foi ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta segunda-feira, 12, para tentar tirar do ar vídeos sobre o ato pró-Lula na Avenida Paulista, em São Paulo. Entre os alvos da ação do PT está o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que respondeu de imediato nas redes: o vídeo da polêmica, segundo ele, não é falso.
“Não, PT. Não é fake”
O vídeo de Nikolas mostra manifestantes em cima da cobertura de vidro de um acesso à Estação Trianon-Masp, da Linha 2-Verde do Metrô paulista. A estrutura aparece coberta de adesivos e pichações.
O PT alega que o conteúdo é enganoso e pede a remoção. A resposta do deputado veio em tom de desafio:
“Acabo de saber que o PT acionou a justiça alegando que o vídeo é fake e pedindo remoção. Não, PT. Não é fake. Por mais ridículo que seja, realmente esse vídeo foi feito na manifestação de vocês. E vocês não podem impedir que os outros vejam quem realmente são. Abraços.”
Quem está na mira do PT
A representação não se limita a Nikolas. Também são citados o presidenciável Flávio Bolsonaro, o Partido Liberal (PL), os deputados federais eleitos Rony Gabriel (Podemos-RS) e Lucas Pavanato (PL-SP) e o empresário Pablo Marçal. A coligação de Lula quer que a Justiça Eleitoral mande apagar as publicações em até 24 horas.
Segundo os advogados do PT, os conteúdos associam participantes do ato a vandalismo, consumo de drogas e terrorismo por meio de “imagens descontextualizadas”. A legenda sustenta que as postagens podem induzir o público a conclusões falsas sobre a manifestação.
Os danos no Metrô são reais
Enquanto a briga jurídica começa, o prejuízo nas estações já foi registrado. Autoridades constataram danos em acessos do Metrô durante a dispersão do ato pró-Lula. Imagens mostraram pichações, adesivos e vidros danificados nas estações Trianon-Masp, Consolação e Brigadeiro.
A Polícia Civil de São Paulo deve analisar imagens de câmeras de segurança para tentar identificar os responsáveis. Esse trabalho é separado da ação do PT no TSE.
O que vem agora
O prazo de 24 horas pedido pelo PT coloca o TSE diante de uma decisão rápida, a poucos dias do segundo turno. O tribunal terá de dizer se as imagens foram usadas fora de contexto, como afirma a campanha de Lula, ou se apenas mostram o que aconteceu, como sustenta Nikolas. O resultado pode definir até onde vai o direito de circular imagens incômodas ao governo na reta final da disputa.
Análise do Giro
Quando a imagem é incômoda, a reação do PT é pedir que ela suma, em vez de esclarecer o que mostra. Se há contexto a explicar, a resposta democrática é explicar e debater, não acionar a Justiça para tirar publicações do ar em 24 horas. Os danos nas estações foram registrados por autoridades, e cabe à polícia apurar quem os causou. Num segundo turno decidido nas redes, o eleitor tem direito de ver e julgar por conta própria.
Com informações de Revista Oeste.



