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Política

Chefe da Sudam nomeado por Lula, Paulo Rocha é detido após confusão em casamento

Ex-senador do PT, que comanda a Sudam desde 2023, foi levado à delegacia após tumulto em festa em Belém e acabou pedindo desculpas: "Reconheço que me excedi".

Chefe da Sudam nomeado por Lula, Paulo Rocha é detido após confusão em casamento
Foto ilustrativa: Jurgen Rekkers / CC BY-SA 4.0

Um casamento em Belém terminou em delegacia. O ex-senador Paulo Rocha (PT-PA), hoje superintendente da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), foi detido neste domingo, 11, depois de ser acusado de agredir mulheres e provocar desordem na festa, segundo o portal Metrópoles. Um dia depois, o petista veio a público pedir desculpas.

Vídeos mostram petista sendo contido

As imagens que circulam nas redes sociais mostram Rocha sendo contido por convidados. Em um dos registros, o ex-parlamentar afasta uma mulher e é retirado do salão. Em outra gravação, o petista aparece exaltado e dirige insultos a autoridades policiais.

Agentes da Polícia Militar o conduziram à delegacia, onde foi registrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO). Rocha foi liberado depois do procedimento e deverá comparecer à Justiça quando for convocado.

E há um ponto em aberto: a Polícia Civil não confirmou a suspeita de agressão física, e o motivo da confusão não foi esclarecido.

“Reconheço que me excedi”

Na segunda-feira, 12, veio o recuo. Rocha publicou um pedido de desculpas nas redes sociais. Admitiu o excesso, mas negou ter agredido alguém. “Venho pedir desculpas públicas às companheiras!”, escreveu.

Ele continuou: “Reconheço que me excedi, mas não agredi ninguém diretamente. Minha esposa não estava no local. Tenho vida pública exemplar! Mas neste caso errei e me excedi! Por isso peço desculpas a todas e todos!”

Depois da repercussão, o perfil de Rocha no Instagram ficou indisponível e continua fora do ar.

Um nome de peso na máquina do governo

Paulo Rocha não é um personagem qualquer do PT paraense. Foi senador pelo Pará entre 2015 e 2023, eleito em 2014 com 1,56 milhão de votos, e antes disso ocupou uma cadeira na Câmara dos Deputados.

Desde maio de 2023, comanda a Sudam, órgão federal que cuida do desenvolvimento da Amazônia. A nomeação partiu do governo Lula, por ato assinado pelo então ministro da Casa Civil, Rui Costa.

O que vem agora

O caso segue aberto. Rocha terá de comparecer à Justiça quando for convocado, e a versão dele precisará ser confrontada com as imagens e com o que a Polícia Civil apurar. Resta saber se o governo vai se manifestar sobre a permanência do petista no comando da Sudam.

Análise do Giro

Independentemente do que a Justiça concluir sobre as agressões, que o próprio ex-senador nega, o episódio expõe um problema que o governo prefere ignorar: cargos de comando em órgãos federais são distribuídos a aliados políticos, e quem os ocupa deveria zelar pela conduta pública exemplar que o próprio Rocha diz ter. Num governo que vive pregando respeito às mulheres, o mínimo que se espera é transparência e explicações claras ao contribuinte que financia a Sudam.

Com informações de Revista Oeste.

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