Um casamento em Belém terminou em delegacia. O ex-senador Paulo Rocha (PT-PA), hoje superintendente da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), foi detido neste domingo, 11, depois de ser acusado de agredir mulheres e provocar desordem na festa, segundo o portal Metrópoles. Um dia depois, o petista veio a público pedir desculpas.
Vídeos mostram petista sendo contido
As imagens que circulam nas redes sociais mostram Rocha sendo contido por convidados. Em um dos registros, o ex-parlamentar afasta uma mulher e é retirado do salão. Em outra gravação, o petista aparece exaltado e dirige insultos a autoridades policiais.
Agentes da Polícia Militar o conduziram à delegacia, onde foi registrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO). Rocha foi liberado depois do procedimento e deverá comparecer à Justiça quando for convocado.
E há um ponto em aberto: a Polícia Civil não confirmou a suspeita de agressão física, e o motivo da confusão não foi esclarecido.
“Reconheço que me excedi”
Na segunda-feira, 12, veio o recuo. Rocha publicou um pedido de desculpas nas redes sociais. Admitiu o excesso, mas negou ter agredido alguém. “Venho pedir desculpas públicas às companheiras!”, escreveu.
Ele continuou: “Reconheço que me excedi, mas não agredi ninguém diretamente. Minha esposa não estava no local. Tenho vida pública exemplar! Mas neste caso errei e me excedi! Por isso peço desculpas a todas e todos!”
Depois da repercussão, o perfil de Rocha no Instagram ficou indisponível e continua fora do ar.
Um nome de peso na máquina do governo
Paulo Rocha não é um personagem qualquer do PT paraense. Foi senador pelo Pará entre 2015 e 2023, eleito em 2014 com 1,56 milhão de votos, e antes disso ocupou uma cadeira na Câmara dos Deputados.
Desde maio de 2023, comanda a Sudam, órgão federal que cuida do desenvolvimento da Amazônia. A nomeação partiu do governo Lula, por ato assinado pelo então ministro da Casa Civil, Rui Costa.
O que vem agora
O caso segue aberto. Rocha terá de comparecer à Justiça quando for convocado, e a versão dele precisará ser confrontada com as imagens e com o que a Polícia Civil apurar. Resta saber se o governo vai se manifestar sobre a permanência do petista no comando da Sudam.
Análise do Giro
Independentemente do que a Justiça concluir sobre as agressões, que o próprio ex-senador nega, o episódio expõe um problema que o governo prefere ignorar: cargos de comando em órgãos federais são distribuídos a aliados políticos, e quem os ocupa deveria zelar pela conduta pública exemplar que o próprio Rocha diz ter. Num governo que vive pregando respeito às mulheres, o mínimo que se espera é transparência e explicações claras ao contribuinte que financia a Sudam.
Com informações de Revista Oeste.



