Brasília--:--:--
Dólar—
Euro—
Tempo—
Impostômetro 2026 R$ — ACSP
Manchetes
PublicidadeO Giro no seu celularReceba as principais notícias no WhatsAppEntre no nosso canal e fique sabendo antes de todo mundo.Entrar no canal
Política

Rony Gabriel chama decisão do TSE de “ridícula” e vê ato da Paulista contra Lula

Alvo de ação do PT, o deputado eleito diz que a remoção do vídeo era esperada, vai recorrer ao plenário e avisa: o tiro do ato de domingo pode sair pela culatra.

Luiz Inácio Lula da Silva
Lula. Foto: Lula Oficial / CC BY-SA 4.0 (Wikimedia Commons)
Compartilhar no WhatsApp

A campanha de Lula pediu, e o TSE mandou apagar. O deputado federal eleito Rony Gabriel (Podemos-RS) reagiu nesta terça-feira, 13, à decisão do ministro Marco Aurélio Belizze, que determinou a exclusão de um vídeo sobre a manifestação pró-Lula de domingo, 11, na Avenida Paulista, em São Paulo. Para ele, a medida é “ridícula”, e o ato petista deve virar contra o próprio presidente na reta final do segundo turno.

Quem o PT levou ao TSE

A ação da campanha de Lula não mirou só Gabriel. Foram acionados também os deputados federais eleitos Nikolas Ferreira (PL-MG) e Lucas Pavanato (PL-SP), o empresário Pablo Marçal e o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro. O motivo: a divulgação de vídeos que a campanha petista classifica como supostamente manipulados sobre o ato.

Ministro Belizze atendeu ao pedido e mandou tirar o conteúdo das redes. Em entrevista ao Jornal da Oeste Primeira Edição, Gabriel disse que já esperava o resultado e demonstrou confiança na reversão da decisão no plenário da corte.

“Basta olhar para as imagens”

O deputado sustenta que o vídeo é real. Como prova, citou a mobilização de pessoas que, segundo ele, limparam a sujeira e a destruição deixadas no metrô de São Paulo. “Estamos produzindo a nossa defesa, que deve ser avaliada em plenário. Aguardamos que tenhamos uma decisão positiva para o nosso lado”, disse.

Ele foi além e descreveu o que, na sua visão, aparece nas imagens: “a sujeira, quebra-quebra, gente usando droga em cima da marquise, pessoas com bandeiras de grupos terroristas”. E comparou: nas manifestações da direita, “está tudo limpo, o chão está limpo”. Segundo Gabriel, “o PT quer esconder” os manifestantes porque “eles são vândalos”.

A comparação com o 8 de janeiro

Gabriel colocou a decisão no centro de uma crítica maior ao Judiciário. Lembrou que muitos manifestantes do 8 de janeiro de 2023 foram condenados e presos e acusou a Justiça de leniência com o que chamou de vandalismo na Paulista. “Se tivéssemos um peso e uma medida, essas pessoas estariam sofrendo punições”, afirmou. Para ele, o problema não é a legislação, mas sua aplicação desigual.

O deputado também disse que a próxima legislatura terá de pressionar por uma grande reforma do Judiciário, “partindo lá de cima, do Supremo Tribunal Federal”. Segundo ele, “a internet não permite que essas coisas se apaguem tão fácil”.

“Camisas 10” da direita

Na avaliação de Gabriel, o impacto do ato foi “negativo para o próprio Lula”. Ele afirmou que o presidente “tem escalado várias camisas 10 para ajudar a direita”: Janja, a deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG) e André Janones, a quem chamou de “o maior propagador de fake news”.

O deputado também apostou na memória do eleitor: as pessoas lembram do que foi prometido em 2023 e, segundo ele, não conseguem sair do mercado com as compras do mês. “O Brasil prometido da picanha não veio, muito pelo contrário”, disse, citando dívida e impostos como um peso “nas costas da população”.

O que vem agora

A defesa de Gabriel e dos demais acionados deve ser analisada pelo plenário do TSE. Se a decisão de Belizze será mantida ou derrubada, ainda não se sabe. O que já está nas mãos do eleitor, a poucos dias do segundo turno, é o juízo sobre as imagens da Paulista e sobre o episódio que as fez desaparecer das redes.

Análise do Giro

Em plena campanha, mandar apagar um vídeo sobre um ato político público levanta uma pergunta que o eleitor tem o direito de fazer: quem decide o que pode ou não ser mostrado? A defesa vai ao plenário, e é saudável que o debate sobre liberdade de expressão e critérios iguais para todos os lados esteja em pauta antes de o Brasil ir às urnas.

Com informações de Revista Oeste.

Gostou? Envie esta notícia para seus grupos Compartilhar no WhatsApp
Próxima matériaFundador do PT expõe: metalúrgicos de Lula agora votam em FlávioLer agora →

Mais notícias