A reta final da corrida presidencial ganhou um mapa de guerra. Flávio Bolsonaro concentra a campanha em oito estados que podem pesar no resultado do segundo turno contra Luiz Inácio Lula da Silva, marcado para 25 de outubro: Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Amazonas, Pará, Bahia e Tocantins.
Duas frentes: ampliar onde já vence, encurtar onde perdeu
A tática tem dois movimentos. Nas regiões em que o senador foi melhor, a ordem é aumentar a margem. Nos locais em que o petista levou mais votos, a meta é reduzir a diferença. Em vez de uma campanha genérica, o plano aposta em lideranças locais para chegar ao eleitor.
Sul e Sudeste: reforço de peso
No Rio Grande do Sul, a articulação reúne Luciano Zucco, Hamilton Mourão e Marcel van Hattem. Em São Paulo, Flávio busca fortalecer a presença com o apoio do governador Tarcísio de Freitas e do prefeito Ricardo Nunes. Há ainda um evento político previsto para o dia 18 de outubro no estado.
Em Minas Gerais, os aliados são Cleitinho Azevedo e Romeu Zema. No Rio de Janeiro, entra em cena o deputado Douglas Ruas. A ideia é aproveitar a influência regional dessas lideranças para ampliar a mobilização nos dois maiores colégios eleitorais da região.
Norte e Nordeste: o território onde Lula leva vantagem
É aqui que o desafio muda de natureza. No Amazonas, no Pará e na Bahia, a estratégia é diminuir a vantagem que Lula conquistou. No Amazonas, a disputa política estadual e o apoio de lideranças locais podem mexer com o cenário. No Pará, a aposta considera a força de Daniel Santos, o Dr. Daniel. Na Bahia, o grupo se articula em torno de ACM Neto.
Em Tocantins, Flávio conta com a professora Dorinha e Eduardo Gomes. A meta é consolidar o desempenho e abrir mais distância do adversário.
A aposta nas alianças estaduais
A campanha deposita fé em governadores, parlamentares, prefeitos e outras lideranças para mobilizar apoiadores e divulgar as propostas do candidato na reta final. É uma aposta na capilaridade política, não só na vitrine nacional.
O que vem pela frente
Os próximos dias prometem intensa mobilização. A capacidade de ampliar vantagens em estados favoráveis e reduzir diferenças onde Lula é mais forte será um dos fatores observados até 25 de outubro. As articulações, porém, não decidem nada sozinhas: a palavra final será dos eleitores nas urnas.
Análise do Giro
Montar uma campanha em torno de lideranças que conhecem o chão de cada estado é um recado de que Flávio quer ouvir o eleitor onde ele mora, em vez de depender só de máquina e de discurso pronto. Ao entrar no Norte e no Nordeste, ele se dispõe a disputar o voto onde o governo Lula tem mais a explicar. Nessa reta final, quem apostar em presença, diálogo e aliados terá mais chance de transformar apoio em voto.
Com informações de QPO Geral.



