O PT subiu o tom contra o presidente do TSE. O deputado Pedro Rousseff, sobrinho-neto da ex-presidente Dilma Rousseff, chamou de “eleitoreira” a decisão de Kassio Nunes Marques que suspendeu o canal “Exército do Lula”. A medida foi anunciada nesta terça-feira (13). O parlamentar promete reverter a decisão no plenário da Corte.
“Não é de hoje”: a acusação contra o presidente do TSE
À coluna, Pedro Rousseff disparou. Segundo ele, Nunes Marques age “de forma eleitoreira para ajudar o candidato da extrema-direita”, e isso, nas palavras dele, “não é de hoje”.
O deputado foi além e questionou a imparcialidade do ministro à frente da Justiça Eleitoral: “Não podemos ter um presidente do TSE agindo de forma partidária e parcial; isso mancha a imagem da justiça eleitoral. Vamos reverter essa decisão no plenário do TSE”, afirmou.
O que a decisão realmente exige
Na reação do PT, um detalhe ficou em segundo plano. Pela decisão, o canal pode voltar a publicar assim que o endereço do grupo for comunicado formalmente à Justiça Eleitoral. Ou seja, a retomada das publicações depende de um passo burocrático, e não de uma proibição definitiva.
Mesmo assim, o episódio provocou reação entre aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O debate ocorre em meio à discussão sobre a atuação da Justiça Eleitoral e os limites para o funcionamento de canais políticos em aplicativos de mensagens.
O que vem agora
O próximo capítulo será no plenário do TSE. É lá que Pedro Rousseff e o PT pretendem contestar a medida. Até lá, a pergunta que fica é se o grupo vai simplesmente cumprir a exigência de informar o endereço à Justiça Eleitoral ou se vai preferir transformar a decisão em palanque contra o tribunal. A fonte não informa se isso já foi feito.
Análise do Giro
Quando a exigência é apenas informar o endereço de um canal político à Justiça Eleitoral, chama atenção a pressa do PT em acusar o presidente do TSE de parcialidade. Transparência na propaganda eleitoral vale para todos os lados, e é difícil sustentar que cumprir uma regra de identificação seja perseguição. O partido tem o direito de recorrer, mas o eleitor tem o direito de saber quem está por trás das mensagens que circulam em plena campanha.
Com informações de Metrópoles Eleições.



