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Política

Câmara acelera projeto das baterias elétricas; setor alerta para custo na conta de luz

Urgência aprovada na terça põe o rateio de custos das baterias na lista de prioridades, mas a votação só deve ocorrer depois do 2º turno. Entenda o que está em jogo.

Câmara acelera projeto das baterias elétricas; setor alerta para custo na conta de luz
Foto: Portal da Câmara dos Deputados (Brazil) / CC BY 3.0 (Arnaldo Jardim)
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A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira um requerimento de urgência para o projeto de lei que muda a proporção de rateio dos custos de baterias elétricas. O texto, do deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), vira “prioridade” na pauta. O setor elétrico avisa que o assunto pode pesar no preço da energia que chega às casas dos brasileiros.

Urgência aprovada, votação só depois das eleições

Quem espera uma decisão rápida vai precisar de paciência. O mérito do projeto deve ser votado no plenário da Câmara apenas depois do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro.

Ainda falta a negociação da tramitação com o governo federal para que o texto vá de fato a voto. E mesmo que passe na Câmara, o projeto também depende de aprovação do Senado Federal para virar lei.

O que muda, na prática

O projeto mexe na revogação de uma lei de 2004. Ele determina que os custos das contratações de baterias sejam divididos entre os geradores e os consumidores de energia elétrica.

Hoje, uma regulamentação da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) prevê exclusividade para agentes do setor. Segundo o autor do projeto, isso produz “distorções na alocação de recursos”.

Relógio correndo: leilões em dezembro

O prazo aperta. Setores argumentam que a regra atual cria insegurança jurídica para os leilões de bateria previstos para dezembro deste ano e aumenta a imprevisibilidade das tratativas no setor de energia. Para eles, a proposta corrigiria “assimetrias” do modelo vigente.

Cinco entidades divulgaram nota em apoio ao projeto: Absae, Absolar, Apine, Abeeólica e Abiape. No comunicado, afirmam:

“Todas as tecnologias e soluções que prestam serviços semelhantes aos usuários devem estar sujeitas ao mesmo regime jurídico, permitindo alocação e comparação justa dos custos. Por isso, as regras de custeio da reserva de capacidade devem ser as mesmas para todas as soluções eventualmente contratadas”.

O ponto que chega ao bolso

O principal ponto de convergência entre as entidades é um alerta. Manter o modelo atual pode elevar o custo de energia para o consumidor, porque esses custos se refletem diretamente no preço da energia que chega às casas brasileiras.

O que vem por aí

Passada a eleição, o texto deve voltar ao centro das atenções. A discussão com o governo federal e a análise no Senado vão definir se a proposta avança antes dos leilões de dezembro.

Análise do Giro

Quando o assunto é energia, quem paga a conta é sempre o consumidor, e por isso regras claras, previsíveis e iguais para todas as tecnologias são o melhor caminho para atrair investimento e evitar custos escondidos. O Giro defende a segurança jurídica e a livre concorrência no setor elétrico, e acompanhará de perto se o Congresso e o governo vão dar transparência a quem arcará com o rateio das baterias.

Com informações de CNN Brasil.

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