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Política

Analista da CNN: Lula “vai pelo bolso” e ignora lei eleitoral para ganhar jovens

Thais Herédia, da CNN, diz que Lula, sem conseguir mudar a mensagem, passou a distribuir dinheiro, e que a campanha de Flávio teme o voto jovem e o bolso do eleitor.

Luiz Inácio Lula da Silva
Lula. Foto: Lula Oficial / CC BY-SA 4.0 (Wikimedia Commons)
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Sem conseguir mudar a mensagem, Lula resolveu apelar para o bolso do eleitor. A avaliação é da âncora do Hora H, da CNN Brasil, Thais Herédia, feita durante o WW Talks, evento promovido em parceria com a Galapagos Capital e o grupo Eurasia. Para ela, o petista tenta reconquistar jovens e eleitores de baixa renda a golpes de benefícios financeiros, e a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) acompanha tudo com a guarda alta.

“Já que ele não consegue mudar a mensagem, ele vai pelo bolso”

A frase é de Herédia e resume a leitura da analista sobre a ofensiva do Planalto. Segundo ela, o governo tenta compensar as dificuldades de comunicação com medidas de impacto direto no orçamento das famílias. Ela citou o anúncio de perdão de dívidas para MEIs, acompanhado de uma transferência de dinheiro, e a promessa de ampliar o Pé-de-Meia para universitários.

A jornalista também apontou um desgaste que o próprio campo de Lula teria criado. A esquerda passou a usar, de forma irônica, a expressão “CEO de MEI” para satirizar eleitores identificados com a direita. Na avaliação dela, a piada atingiu justamente uma fatia que o presidente agora tenta reconquistar.

“É o Lula tentando desfazer aquela sátira que a esquerda fez do CEO de MEI, que é da turma intelectualizada do PT, chamando o pobre de direita, de CEO de MEI, e de como essa desqualificação pegou para o eleitor, especialmente o eleitor de renda baixa média”, afirmou.

“Às favas com a liturgia”

O trecho mais duro vem no fim da análise. Herédia diz que a campanha petista “ressuscita e reaparece com uma força, uma velocidade, uma dinâmica muito alta”. E completa que ela “não se importa com a lei eleitoral, às favas com a liturgia, com o risco moral, e sai distribuindo dinheiro e agradando os jovens”. A analista mencionou possíveis questionamentos ligados à legislação eleitoral, à liturgia institucional e ao risco moral dessas ações.

O que preocupa o time de Flávio

Do lado de Flávio Bolsonaro, a analista relata um clima de cautela. Mesmo com o senador apontado como favorito, a campanha não quer se empolgar com a ideia de que “já deu”. Em conversas com integrantes do grupo, Herédia captou uma preocupação comum: o voto dos jovens.

“Flávio vai mal entre os jovens, que é o voto da juventude, e pautas econômicas, como a 6×1 no Senado e qualquer outra coisa que o Lula tirasse da cartola”, relatou ela, ao descrever o que ouviu na campanha. Segundo a âncora, as duas maiores preocupações são a juventude, que organizou as mobilizações do fim de semana, e o bolso dessa turma.

E agora?

A disputa agora gira em torno de quem convence o eleitor jovem e o de renda mais baixa. Lula aposta em transferência de recursos e em medidas para segmentos estratégicos. O campo de Flávio tenta manter o favoritismo sem baixar a guarda diante de novos anúncios econômicos que o governo ainda possa tirar da cartola até o fim da campanha.

Análise do Giro

O diagnóstico de uma analista da própria CNN escancara o roteiro: um governo que não consegue sustentar a narrativa recorre ao dinheiro público a poucos dias da votação, enquanto o eleitor jovem pede emprego, renda e liberdade para empreender, não esmola eleitoral. Cabe à Justiça Eleitoral e à sociedade vigiar se a generosidade com o dinheiro do contribuinte respeita a lei, e a Flávio, falar com a juventude sem deixar o bolso do brasileiro nas mãos de quem passou o primeiro turno ausente.

Com informações de CNN Brasil.

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