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Política

BTG/Nexus: Flávio abre 52% a 48% sobre Lula e rejeição do petista sobe a 51%

A 12 dias do 2º turno, nova rodada do BTG/Nexus põe Flávio na frente em votos válidos, enquanto a rejeição a Lula sobe e a do senador cai.

Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro. Foto: Charles Vieira / Divulgação
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A 12 dias do segundo turno, o recado das pesquisas pesa sobre o Palácio do Planalto. A 17ª rodada do levantamento BTG/Nexus, divulgada nesta terça-feira, mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 52% dos votos válidos, contra 48% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O instituto classifica o cenário como empate técnico, mas a vantagem numérica está com o candidato da oposição.

Rejeição: o número que assombra o Planalto

Se a diferença na urna é apertada, o movimento da rejeição é bem mais incômodo para o petista. Em relação à pesquisa anterior, a fatia de eleitores que não votaria em Flávio de jeito nenhum caiu de 51% para 47%. A de Lula foi no sentido oposto: subiu 3 pontos e passou de 48% para 51%.

Ou seja: os dois trocaram de lugar. O presidente, que enfrentava a rejeição mais baixa, agora tem a maior, enquanto o senador reduziu a resistência do eleitorado.

Aprovação de Lula segue no vermelho

O levantamento também mede o humor do país com o governo. Lula é aprovado por 45% dos entrevistados e desaprovado por 50%. Outros 5% não sabem ou não responderam.

Na avaliação da gestão, o quadro é ainda mais duro. Só 34% consideram o governo petista ótimo ou bom. Para 45%, ele é ruim ou péssimo, e 20% o veem como regular. Ou seja, há mais gente que reprova do que aprova a administração que pede mais quatro anos nas urnas.

Eleitor decidido, janela estreita

A pesquisa indica que 92% do eleitorado têm certeza do voto no segundo turno. Apenas 7% admitem que podem mudar de ideia. Nesse pequeno grupo, 20% dizem que poderiam votar em Lula e 16% poderiam escolher Flávio.

É nessa faixa mínima que a disputa pode se decidir. Com tão pouco eleitor aberto a mudar, cada ponto de rejeição e cada semana de campanha ganham peso.

O que vem pela frente

Com menos de duas semanas até a votação, a tendência é de uma reta final de alta tensão. A campanha de Lula precisa reverter o avanço da rejeição e a desaprovação do governo. Já a de Flávio tenta consolidar a dianteira e transformar a vantagem numérica em vitória nas urnas. As próximas rodadas de pesquisa dirão se a curva se mantém.

Análise do Giro

O dado mais eloquente da pesquisa não é o 52% a 48%, mas a troca de lugares na rejeição: um presidente que busca a reeleição com mais eleitores dizendo “nunca” do que “talvez” e com avaliação ruim ou péssima maior que a ótima ou boa carrega um peso difícil de driblar com propaganda. Para um eleitorado que cobra liberdade, emprego e menos peso do Estado no bolso, esse é o sinal que a oposição tenta transformar em voto.

Com informações de Metrópoles Eleições.

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