O cerco a Alexandre de Moraes ganhou um novo capítulo, e ele vem de fora do país. Neste sábado (10), o ex-deputado Eduardo Bolsonaro afirmou que considera provável a retomada das sanções dos Estados Unidos contra o ministro do STF, por meio da Lei Magnitsky. A declaração veio três dias depois de Moraes mandar começar a cumprir a pena do próprio Eduardo.
A condição: vitória de Flávio
Segundo Eduardo, se Flávio Bolsonaro (PL) vencer a eleição presidencial, ele atuará junto ao governo de Donald Trump para restabelecer a medida. Ou seja: o resultado das urnas passa a ser tratado também como peça no tabuleiro que envolve o ministro.
A pena que acendeu o pavio
Na quarta-feira (7), Moraes determinou o início da execução da pena de Eduardo, condenado a quatro anos e dois meses de prisão, em regime inicialmente semiaberto, por coação no curso do processo. O ministro declarou o trânsito em julgado, o que encerra a possibilidade de recursos.
Eduardo reagiu em nota. Chamou a decisão de “decisão arbitrária, inoportuna e inócua” e afirmou que os Estados Unidos não cumprem “decisões delirantes dessa natureza”. Ele vive exilado em solo americano desde fevereiro de 2025.
“Normalidade” e novo Congresso
O ex-deputado foi além. Disse que a eventual eleição do irmão e a nova composição do Congresso restaurariam a normalidade no país. A fala se conecta a outro ponto de pressão sobre Moraes: segundo o material de origem, os novos senadores que tomarão posse em 2027 estão determinados a levar adiante o impeachment do ministro, e isso teria sido promessa de campanha.
O que vem agora
Há dois relógios correndo. O primeiro é o das urnas, que definirá se Flávio chega ao Planalto e se a ofensiva de Eduardo ao lado de Trump terá o respaldo de um governo aliado. O segundo é o do Senado, que em 2027 terá uma nova composição e a pressão de quem prometeu levar o tema adiante. Resta saber se Moraes responderá com mais decisões duras ou se o clima político mudará o jogo.
Análise do Giro
Independentemente de simpatias, o episódio mostra o peso que as decisões do Supremo passaram a ter no debate eleitoral e nas relações exteriores do país. Para quem defende a liberdade e o equilíbrio entre os Poderes, o desafio é que o contraponto às decisões judiciais ocorra pelos caminhos institucionais, como o voto e o Congresso, e que a população acompanhe tudo com transparência.
Com informações de Jornal da Cidade Online.



