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Política

Veja reage: diz que petismo espalhou desinformação sobre diretor após áudio de Vorcaro

Revista afirma que o PT e veículos alinhados tentam desacreditar a reportagem sobre Vorcaro, Lula e o filme de Oliver Stone, enquanto cresce a queixa de silêncio da grande imprensa.

Veja reage: diz que petismo espalhou desinformação sobre diretor após áudio de Vorcaro
Foto: Márcio Gustavo Vasconcelos / CC0 (Daniel Vorcaro)

A guerra de versões em torno da capa da Veja sobre o dono do Banco Master ganhou um novo capítulo. Em publicação nas redes sociais, a revista afirmou que, depois de divulgar áudios e documentos de Daniel Vorcaro envolvendo Lula, o petismo e veículos de imprensa alinhados ao partido passaram a espalhar desinformação sobre o seu diretor, Fábio Carvalho.

O caso expõe um incômodo que corre nos bastidores: a reportagem é pesada, mas, na avaliação de quem acompanha o assunto, mereceu pouca repercussão nas análises das emissoras de TV.

O que a Veja publicou

Na sexta-feira, a revista levou à capa a imagem de Vorcaro, dono do Banco Master. Na reportagem, há áudios em que ele diz que o dinheiro enviado ao filme Dark Horse, sobre a vida de Jair Bolsonaro, foi apenas um patrocínio, sem irregularidade.

Os mesmos áudios, segundo a revista, trazem uma versão bem diferente sobre o filme de Lula dirigido por Oliver Stone, realizado em 2024. De acordo com o material, o dinheiro pedido pelo PT envolvia contrapartidas vultosas e propinas que poderiam chegar a R$ 1 bilhão. Uma parte teria sido enviada ao Instituto Lula por meio de Paulo Okamoto.

São afirmações atribuídas a Vorcaro e publicadas pela Veja. O material de origem não traz resposta de Lula, do PT ou de Okamoto.

A contraofensiva contra o diretor

Segundo a própria Veja, a reação veio na forma de boatos. Um deles diz que Fábio Carvalho participou de um jantar em apoio a Flávio Bolsonaro. Outro afirma que ele comprou um triplex de Vorcaro. A revista trata as duas histórias como desinformação.

O autor do texto original, do Jornal da Cidade Online, afirma que os boatos foram replicados por outros órgãos de imprensa como parte de uma campanha para desacreditar a reportagem. Ele relata ainda que esperava ver a denúncia debatida pelos comentaristas políticos da TV e, em vez disso, encontrou silêncio.

O que está em jogo

O episódio reforça a disputa pela narrativa a poucos dias de um segundo turno decisivo. De um lado, uma revista de circulação nacional diz ser alvo de ataques por ter publicado áudios que citam o entorno de Lula. Do outro, o debate sobre o tratamento dado ao caso pela grande imprensa.

O próximo passo deve ser a reação do PT e do Instituto Lula ao conteúdo dos áudios, e a Veja já indicou que não vai recuar. Fica a pergunta que o eleitor quer ver respondida: o que Lula e Okamoto têm a dizer sobre o que consta na reportagem?

Análise do Giro

Seja qual for o lado, o eleitor tem direito a saber se houve ou não dinheiro de um banqueiro investigado no filme de Lula. Em vez de tentar desqualificar o mensageiro com boatos, quem é citado deveria apresentar documentos e explicações públicas. A imprensa que cobra transparência do governo deveria dar ao tema o mesmo peso que dá a outros assuntos.

Com informações de Jornal da Cidade Online.

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