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Política

Governo Lula junta 57 assinaturas e acelera PEC da 6×1 no Senado a 11 dias do 2º turno

Planalto diz ter superado o mínimo de 54 apoios para votar a PEC em dois turnos num só dia e já planeja um ato simbólico colado à eleição de 25 de outubro.

Luiz Inácio Lula da Silva
Lula. Foto: Lula Oficial / CC BY-SA 4.0 (Wikimedia Commons)
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O Planalto pisou no acelerador. O Senado vota nesta quarta-feira (14), em dois turnos, a PEC que prevê o fim da escala 6×1, e o governo Lula afirma ter garantido 57 assinaturas para derrubar o intervalo entre as votações. É a poucos dias do segundo turno, marcado para 25 de outubro, e com o tema no centro da disputa presidencial.

A corrida contra o relógio eleitoral

Segundo apuração da analista de Política da CNN Isabel Mega, o mínimo exigido para encurtar o prazo entre os dois turnos é de 54 assinaturas. O governo diz ter passado dessa marca. A busca pelos apoios começou na semana passada, quando o Congresso retomou os trabalhos. Na terça-feira (13), já circulava a informação de que o número fora atingido, e o anúncio oficial veio nesta quarta.

“Não adianta votar só uma vez e depois não ter apoio suficiente para quebrar o intervalo e acelerar como veio a determinação do Palácio do Planalto”, explicou Isabel Mega.

Para aprovar a PEC em si, são necessários ao menos 49 votos. O governo avalia que já os tem para vencer nos dois turnos.

De olho na foto da vitória

O plano não para por aí. Se a votação terminar ainda nesta quarta, o governo quer aproveitar o embalo para votar também a PEC da Segurança Pública e promulgar o quanto antes, talvez nesta semana ou na próxima. A ideia é fazer um ato simbólico perto do segundo turno.

Enquanto isso, o governo monitora as estratégias da oposição para obstruir a votação. Senadores governistas se reuniram no fim da manhã para preparar contramedidas.

Empresários cobram, Flávio dialoga

O assunto também invadiu a campanha. Segundo a analista de Política da CNN Larissa Rodrigues, Flávio Bolsonaro (PL) participou de um jantar com empresários na véspera da votação, depois de admitir voto favorável ao fim da escala 6×1.

Pelos relatos apurados, o empresariado mostrou insatisfação, e Flávio procurou levar a conversa para corte de gastos, investimentos e queda de juros. Questionado diretamente, ele respondeu que era cobrado pelo eleitorado, mas que, se eleito, voltaria a ouvir os empresários e poderia revisitar a pauta.

Os presentes levantaram a preocupação com “insegurança jurídica”, segundo a apuração. A equipe jurídica do candidato ainda não explicou como a proposta poderia ser revista depois de aprovada e em vigor.

O que vem agora

O foco está no plenário do Senado. Se a votação em dois turnos for concluída, a promulgação pode sair em dias e virar vitrine do governo na reta final. Até lá, falta ver se a oposição consegue atrasar o calendário e como o setor produtivo vai reagir.

Análise do Giro

Quem defende menos burocracia e mais liberdade para empregadores e trabalhadores negociarem não pode ignorar o relógio do Planalto: um tema que mexe com milhões de empregos entra em votação em ritmo de campanha, com ato simbólico desenhado para a semana da eleição. O trabalhador merece debate sério sobre custos, empregos e segurança jurídica, não uma corrida de calendário.

Com informações de CNN Brasil.

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