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Eleições

Lula lança R$ 12,6 bi para MEIs a 12 dias do 2º turno e oposição fala em compra de votos

Perdão de dívidas e R$ 5 mil por microempreendedor: pacote de Lula em plena reta final provoca reação imediata da oposição e coloca o TSE no centro da disputa.

Luiz Inácio Lula da Silva
Lula. Foto: Lula Oficial / CC BY-SA 4.0 (Wikimedia Commons)
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A 12 dias do segundo turno, o governo Lula abriu o cofre. O presidente anunciou um pacote de R$ 12,6 bilhões para perdoar dívidas de microempreendedores individuais (MEIs) e pagar R$ 5 mil a cada um desses pequenos negócios. A oposição reagiu na hora e classificou a medida como crime eleitoral e tentativa de compra de votos com dinheiro público.

Oposição acusa uso da máquina na reta final

Parlamentares e integrantes de partidos de oposição afirmam que o anúncio viola a legislação eleitoral. O argumento é direto: dinheiro público usado para beneficiar eleitores pouco antes da votação, com potencial de influenciar o resultado.

O alvo escolhido pelo governo chama atenção. Os MEIs formam um segmento que, segundo o material de origem, concentra milhões de eleitores potenciais. Para os críticos, o recado é claro: benefício na mão, a poucos dias das urnas.

O que dizem os especialistas e o TSE

Até agora, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não se manifestou oficialmente sobre o caso. Especialistas em direito eleitoral, porém, apontam que a proximidade com a data do segundo turno pode caracterizar irregularidades diante da legislação vigente. Ou seja: a palavra final ainda depende da Justiça Eleitoral, e a oposição aguarda um pronunciamento sobre a legalidade da iniciativa.

O pano de fundo: Lula atrás nas pesquisas

O anúncio vem num momento delicado para o Planalto. Segundo pesquisa do Instituto Gerp, Flávio Bolsonaro aparece com 10 pontos de vantagem. A campanha de Lula, de acordo com a fonte, intensifica as ações nos últimos dias antes da votação para tentar reverter o cenário desfavorável nas sondagens.

Não é a primeira medida com cara de aceno ao eleitor nesta reta final. O portal já mostrou o Pé-de-Meia prometido a universitários e o decreto dos games, ambos anunciados a poucos dias da eleição.

O que vem agora

O próximo capítulo está nas mãos do TSE. Se a Corte for provocada e entrar no mérito, a decisão pode redefinir os limites do que o governo pode anunciar em plena campanha. Enquanto isso, a oposição promete manter a pressão, e o segundo turno segue com intensa mobilização dos dois lados.

Análise do Giro

Perdoar dívidas e distribuir R$ 5 mil a menos de duas semanas da votação levanta uma pergunta que o governo precisa responder: por que só agora, depois de tanto tempo no poder, e justamente quando as pesquisas apontam desvantagem? Cabe à Justiça Eleitoral dizer se houve ou não irregularidade, mas o eleitor tem o direito de desconfiar de generosidade com data marcada, paga com o dinheiro do próprio contribuinte.

Com informações de Topic News.

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