Brasília--:--:--
Dólar—
Euro—
Tempo—
Impostômetro 2026 R$ — ACSP
Manchetes
PublicidadeO Giro no seu celularReceba as principais notícias no WhatsAppEntre no nosso canal e fique sabendo antes de todo mundo.Entrar no canal
Política

Guimarães diz que Flávio “fez o L” e rejeita compensar empresas no fim da 6×1

Ministro de Lula comemora apoio de Flávio à PEC, mas já avisa: não haverá compensação às empresas, ponto que o senador pediu ao anunciar o voto favorável.

Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro. Foto: Charles Vieira / Divulgação
Compartilhar no WhatsApp

O dia da votação da PEC que acaba com a escala 6×1 no Senado começou com provocação e com um aviso que preocupa quem empreende. Nesta quarta-feira (14/10), o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães (PT), disse que Lula obrigou o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) a “fazer o L”. Em seguida, descartou qualquer compensação financeira às empresas, justamente a condição que Flávio colocou ao declarar apoio.

“O Lula convenceu ele, né?”

Em conversa com jornalistas no Senado, Guimarães atribuiu a mudança de posição do adversário à pressão popular. “As ruas e as redes obrigaram, e o Lula obrigou ele a ‘fazer o L’. Mas eu estou aqui no plenário para ver se ele vai ‘fazer o L’ na hora do voto”, afirmou.

O ministro também classificou o apoio de Flávio como “conversa fiada”. Segundo ele, os senadores do PL nunca votaram a favor da matéria e a proposta do partido era outra.

O que Flávio de fato disse

Flávio anunciou o voto favorável na terça-feira (13/10), depois de visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Ao explicar a decisão, afirmou que atenderia à vontade da maioria dos trabalhadores brasileiros. Defendeu, porém, que o governo compensasse financeiramente as empresas pelos custos da redução da jornada.

A PEC que o Senado vota hoje, defendida por Lula, reduz gradualmente a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, sem corte de salário, e garante dois dias de descanso remunerado por semana.

Governo fecha a porta para as empresas

É aí que o discurso do governo esbarra no bolso de quem contrata. “Nunca um governo deu tanto incentivo para a classe empresarial quanto os governos do PT. Portanto, não tem compensação”, declarou Guimarães. Ele argumentou que várias empresas já reduziram a carga horária sem contrapartidas federais.

O ministro admitiu ainda que muita coisa ficará em aberto. Após a aprovação, o Congresso terá de regulamentar a situação de categorias com jornadas diferenciadas. “Essas questões todas serão elaboradas, discutidas e votadas em lei complementar”, disse.

A alternativa da direita para 2027

Guimarães acusou Flávio de apoiar a PEC só para, se eleito, “desfazer tudo aquilo que o Senado está fazendo”. Nesta quarta, o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que o partido pretende tentar aprovar em 2027 uma PEC que abre caminho para o pagamento por hora trabalhada. A proposta é do senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio, e o candidato a endossou.

O próximo passo é o plenário do Senado. O voto de hoje mostrará quem votou a favor e, depois, o debate sobre a regulamentação e sobre quem arcará com o custo da mudança.

Análise do Giro

O ministro quer transformar uma votação sobre o trabalhador em cena de campanha, mas deixa sem resposta a pergunta central: quem paga a conta? Ao rejeitar qualquer compensação e empurrar os detalhes para uma lei complementar futura, o governo transfere o risco a pequenos e médios empregadores, que sustentam o emprego formal. Flávio, ao pedir apoio às empresas, mostra que ouvir o trabalhador não precisa significar ignorar quem gera o emprego.

Com informações de Metrópoles Eleições.

Gostou? Envie esta notícia para seus grupos Compartilhar no WhatsApp
Próxima matériaR$ 5,79 bi esquecidos em bancos: veja se o dinheiro é seu e como resgatar de graçaLer agora →

Mais notícias