O segundo turno chegou, e a campanha de Lula já sente falta de aliados em Pernambuco. A governadora reeleita Raquel Lyra (PSD), com 53,2% dos votos válidos, mantém a neutralidade na disputa presidencial. Já João Campos (PSB), derrotado por ela no estado, desapareceu da mobilização pública pelo petista depois de uma reunião em Brasília.
A promessa de ‘ir às ruas’ que não chegou às ruas
A sequência chama atenção. Um dia depois de perder para Raquel Lyra, João Campos viajou a Brasília a pedido do próprio Lula para coordenar a campanha. Gravou vídeo prometendo “ir às ruas” e publicou foto do encontro.
Depois disso, o silêncio nas ruas. Segundo o material de origem, ele não apareceu em atos, caminhadas ou mobilizações de visibilidade em Pernambuco. O vídeo ficou. A presença não.
Raquel Lyra fecha a porta para os dois lados
A governadora reafirmou que sua prioridade é Pernambuco e não declarou apoio a Lula nem a Flávio Bolsonaro (PL). É o mesmo posicionamento que ela adotou em 2022.
A neutralidade, porém, gerou pressão do PT e de aliados. O deputado eleito Jones Manoel (PSOL) classificou a atitude como “irresponsável” e como “apoio objetivo” ao candidato bolsonarista. Ou seja, a esquerda cobra de quem não se posicionou o que gostaria de ver de quem prometeu se posicionar.
O Nordeste, trincheira de Lula, já não é território tranquilo
O cenário descrito na fonte é de isolamento. Lula segue cada vez mais isolado no Nordeste, enquanto Flávio Bolsonaro monta estrutura para uma virada inusitada na região. Raquel Lyra, por sua vez, mantém distância dos dois candidatos.
A ausência de João Campos e a neutralidade da governadora reforçam, segundo a fonte, o enfraquecimento da campanha petista em Pernambuco. Flávio, nesse quadro, aproveita o vácuo para ampliar sua presença no Nordeste.
O que vem a seguir
O comportamento das lideranças estaduais no segundo turno pode determinar a mobilização em regiões estratégicas. Resta saber se João Campos vai cumprir a promessa de ir às ruas e se Raquel Lyra manterá a neutralidade até o fim da disputa.
Análise do Giro
Quando um aliado convocado a Brasília promete rua e entrega apenas um vídeo, o problema não é de agenda: é de entusiasmo. Lula depende do Nordeste e encontra, justamente ali, ausências e distanciamento. Cabe ao eleitor pernambucano avaliar, sem pressão, qual projeto traz mais emprego, menos impostos e mais liberdade.
Com informações de Topic News.



