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Política

Veja: Vorcaro relata R$ 1 bi ao PT em esquema com fundos de pensão; PGR recusa material

Mensagens do celular do banqueiro citam R$ 10 bilhões de fundos de pensão e R$ 1 bilhão de retorno ao PT. A PGR não quis receber o material, segundo a Veja.

Veja: Vorcaro relata R$ 1 bi ao PT em esquema com fundos de pensão; PGR recusa material
Foto: Márcio Gustavo Vasconcelos / CC0 (Daniel Vorcaro)

Enquanto a eleição domina o noticiário, uma revelação da revista Veja corre o risco de passar despercebida. Mensagens obtidas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro descreveriam um esquema para captar R$ 10 bilhões de fundos de pensão, com R$ 1 bilhão voltando ao PT como “preço” para salvar o Banco Master. E, segundo o relato, a PGR se recusou a receber o material.

A rede que ligava o Master aos fundos de pensão

As conversas são de 2024 e 2025. Mostram contatos entre despachantes do Banco Master e presidentes dos fundos de pensão do Banco do Brasil, da Caixa, da Petrobras e dos Correios.

Mais de 450 mensagens teriam sido trocadas com um operador ligado ao gabinete do ministro Alexandre Padilha. Para a revista, isso indica uma articulação sistemática.

Lista exaustiva, Caixa e o recuo

Em maio de 2024, o Master entrou na “lista exaustiva” do governo, documento que certifica a idoneidade de instituições para receber aplicações. Em julho do mesmo ano, uma negociação de R$ 500 milhões com a Caixa recuou depois de uma denúncia do Globo.

O jantar, o Planalto e a frase atribuída a Padilha

Em reunião no Planalto, Padilha teria dito que qualquer acerto com Olavo Noleto, seu número dois, valeria como acerto com o próprio ministro. Em outubro de 2024, ele jantou na casa de Vorcaro. No dia seguinte, o operador enviou mensagem afirmando que Lula receberia o banqueiro e “gostou muito da conversa”.

Em dezembro, Lula de fato recebeu Vorcaro. Mensagens do advogado Walfrido Warde sugerem ainda pressão sobre o Banco Central para salvar a instituição.

PGR fecha a porta?

Vorcaro apresentou esse relato à PGR, que não quis ficar com o material. Ele tenta emplacar uma terceira proposta de delação e já citou integrantes da PGR que tiveram contato com sua defesa.

Um repórter da Veja resumiu o peso do caso: “Bastaria ouvir o banqueiro, e nada disso pode ser varrido para debaixo do tapete, porque estariam em jogo R$ 10 bilhões de trabalhadores desviados”.

O que vem agora

A recusa da PGR reforça questionamentos sobre a condução de investigações que envolvem integrantes do governo. O caso também põe em evidência o uso de fundos de pensão de trabalhadores em operações que poderiam favorecer interesses político-partidários. As informações são um relato divulgado pela revista, e o próximo passo é saber se a delação de Vorcaro avança e se as autoridades vão examinar o material.

Análise do Giro

Dinheiro de fundos de pensão é dinheiro de trabalhador, e o governo que o administra deve explicações claras. O silêncio sobre perguntas tão objetivas, somado à recusa em receber provas, alimenta a desconfiança do eleitor. Cabe à PGR e à Justiça investigar com transparência e sem seletividade, e cabe ao Planalto esclarecer cada encontro e cada mensagem citada, sem tratar o assunto como mero barulho eleitoral.

Com informações de Topic News.

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