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Política

Lula quer perdoar R$ 12,6 bi de MEIs e lança “Prospera MEI” a 12 dias do 2º turno

Perdão de dívidas, Desenrola 3.0 com descontos acima de 90% e Pix de até R$ 5 mil: o pacote chega em plena disputa contra Flávio Bolsonaro.

Luiz Inácio Lula da Silva
Lula. Foto: Lula Oficial / CC BY-SA 4.0 (Wikimedia Commons)
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A 12 dias do segundo turno, o governo Lula abriu o cofre das promessas. Em cerimônia no Palácio do Planalto, nesta terça-feira (13), o presidente lançou o “Prospera MEI”, pacote de cinco medidas para microempreendedores individuais. O item de maior peso é um projeto de lei complementar que prevê o perdão de todas as dívidas dos MEIs com o governo, somando R$ 12,6 bilhões.

O anúncio vem com a eleição em aberto. Lula disputa a reeleição contra Flávio Bolsonaro (PL), e a categoria que ele agora decidiu mimar é uma das mais numerosas do país.

Cinco medidas, uma conta que ninguém mostrou

Quem detalhou o programa foi o ministro do Empreendedorismo, Paulo Pereira. Segundo ele, o pacote inclui:

Perdão de dívidas: o PLP zera os débitos dos MEIs com a União, de R$ 12,6 bilhões no total.

Desenrola 3.0: o governo vai comprar dívidas da categoria com bancos e oferecer descontos acima de 90% para o pagamento.

Pix MEI: uma espécie de fomento que destinará a cada MEI até R$ 5 mil para investimentos, segundo definiu o ministro.

Teto maior: o governo reiterou ao Congresso o interesse em aprovar o aumento do limite anual de faturamento. O texto enviado ao Legislativo sobe o teto de R$ 81 mil para R$ 110 mil em 2027 e para R$ 140 mil em 2028.

Menos nota fiscal: um decreto vai cancelar a obrigatoriedade de emissão de nota fiscal pelo MEI nas vendas de produtos e serviços a pessoas físicas. Os nanoempreendedores, categoria criada pela reforma tributária, também ficam dispensados de emitir nota e de abrir CNPJ.

O que ficou sem resposta

O material divulgado não informa quanto o pacote custará aos cofres públicos, de onde sairá o dinheiro do Pix MEI nem como será financiada a compra das dívidas com os bancos. Também não diz se o Congresso, a quem caberá votar o perdão e o novo teto, aprovará tudo antes de 25 de outubro.

O calendário, aliás, é o ponto mais delicado. Medidas que dependem do Legislativo dificilmente produzem efeito antes da votação. O que o eleitor recebe agora é o anúncio, não a execução.

E agora?

A tendência é que o tema ganhe espaço na propaganda e no embate entre as campanhas nos próximos dias. A oposição deve questionar o momento e a conta do pacote. Já o Congresso passa a ter nas mãos a decisão sobre o perdão e o teto de faturamento.

Análise do Giro

Pacote de bondades anunciado a 12 dias da urna não é política de Estado: é campanha com verba pública. Se o governo acredita que aliviar o pequeno empreendedor é o caminho, por que esperou três anos e só descobriu o MEI na reta final? O país precisa de menos impostos e menos burocracia de forma permanente, e não de promessas bilionárias cuja conta o governo não apresentou.

Com informações de CNN Brasil.

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