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Política

Novo áudio de Vorcaro: auxiliar de Gonet teria descartado denúncia sobre Okamotto

Gravação obtida pela Veja mostra Vorcaro relatando que um auxiliar do procurador-geral recusou apurar dinheiro vivo ligado ao instituto Lula. A PGR e a PF rejeitam as acusações.

Novo áudio de Vorcaro: auxiliar de Gonet teria descartado denúncia sobre Okamotto
Foto: Márcio Gustavo Vasconcelos / CC0 (Daniel Vorcaro)

Um novo áudio do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, obtido pela revista Veja, joga mais lenha na fogueira do caso Master e agora mira os bastidores da Procuradoria-Geral da República. Na gravação, Vorcaro conta como Ubiratan, auxiliar do procurador-geral Paulo Gonet, teria reagido a uma denúncia sobre financiamentos suspeitos ligados à cúpula do PT.

“Eles já saíram na largada assim”

Segundo o áudio, Vorcaro apresentou uma denúncia envolvendo Okamotto, presidente do instituto Lula. A resposta, conforme o relato do ex-banqueiro, foi de rejeição imediata. Ubiratan teria alegado que não seria possível comprovar operações feitas em dinheiro vivo e, assim, descartado o caso antes de qualquer análise mais profunda.

É nesse ponto que entra a frase que ganhou força:

“Isso aqui foi em dinheiro, não consegue provar você tira tudo. Eles já saíram na largada assim”, diz Vorcaro, em áudio obtido pela Veja.

R$ 30 milhões em espécie e um documentário

No mesmo áudio, o ex-banqueiro fala em valores pesados. Ele relata a transferência de R$ 30 milhões em espécie ao instituto Lula e o financiamento de um documentário sobre o presidente dirigido por Oliver Stone.

Na versão de Vorcaro, tudo isso seria contrapartida para que integrantes do PT facilitassem a atuação do Banco Master em fundos de pensão. O negócio renderia, segundo ele, um potencial de R$ 1 bilhão ao partido e R$ 9 bilhões à instituição financeira.

Vale reforçar: são afirmações do ex-banqueiro, feitas no áudio, e não fatos comprovados.

PGR e PF não compram a história

A Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal rejeitaram as acusações de Vorcaro e afirmam que faltam evidências mínimas. A defesa do ex-banqueiro rebate. Diz ter mensagens de WhatsApp, registros de saques e documentação das rotas de entrega do dinheiro. Segundo a fonte, esses elementos ainda não avançaram no processo investigativo.

O impasse é claro. De um lado, órgãos oficiais dizem que não há base para seguir adiante. De outro, um personagem central do caso Master diz ter papéis e registros que, em tese, poderiam sustentar o que afirma.

O que vem a seguir

A revelação reacende o debate sobre a independência investigativa da PGR sob Paulo Gonet e sobre possíveis obstáculos no tratamento de denúncias que envolvem figuras ligadas ao PT. A defesa de Vorcaro continua tentando que as novas provas sejam analisadas. Resta saber se o material vai ser examinado ou se o caso segue travado na porta da Procuradoria.

Análise do Giro

Que a PGR rejeite acusações sem prova é do jogo, mas, quando o assunto envolve dinheiro vivo, fundos de pensão que pertencem a trabalhadores e o instituto do presidente da República, o contribuinte merece mais que um “não dá para provar”. Se a defesa de Vorcaro tem mensagens, registros de saques e rotas documentadas, o caminho republicano é examinar tudo à luz do dia, confirmar ou derrubar a história. Transparência é o melhor remédio contra a desconfiança.

Com informações de Topic News.

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