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Política

PUC-Rio veta ato pró-Flávio por pluralidade e cancela comício da UNE para Lula

Estudantes conservadores queriam entregar à reitoria um documento por pluralidade ideológica. A PUC-Rio proibiu todos os atos eleitorais até o fim da eleição presidencial.

Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro. Foto: Charles Vieira / Divulgação
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A PUC-Rio proibiu todas as atividades político-partidárias em suas instalações até o encerramento da eleição presidencial. A decisão derrubou, na véspera, os atos de estudantes ligados a Flávio Bolsonaro (PL) e a Lula (PT) que estavam marcados para esta terça-feira, 13. A nota oficial foi assinada na segunda-feira, 12, pelo vice-reitor Renato Callado.

O ato que pedia pluralidade

O grupo de simpatizantes de Flávio tinha até um lema: “A PUC também é nossa”. A ideia era um protesto contra gastos públicos e contra decisões do Supremo Tribunal Federal (STF). Ao final, os estudantes entregariam à reitoria um documento pedindo pluralidade ideológica dentro do campus.

O pedido, que já era um recado sobre o ambiente da universidade, ficou sem palco.

A esquerda também ficou sem comício

O veto não atingiu só um lado. O diretório acadêmico da instituição organizava, no mesmo dia, um comício pró-Lula. A convocação partiu da União Nacional dos Estudantes (UNE), em defesa da reeleição do petista e de pautas sindicais. Esse ato também foi cancelado.

A justificativa: segurança

No documento, a universidade invocou o “dever institucional de zelar pela segurança e pela integridade física e moral” da comunidade acadêmica. A direção declarou compromisso com o debate de ideias e com a formação cidadã, mas manteve a proibição total de eventos eleitorais.

Segundo o material de origem, a cúpula da instituição teme confrontos diretos entre os grupos rivais antes do segundo turno. A direção do campus reforçou ainda o bloqueio a qualquer evento político externo até o resultado final das urnas.

Uma universidade de peso

A PUC-Rio é uma instituição privada que ocupa o topo dos rankings educacionais do país e inaugurou recentemente o curso de Medicina. Por isso, a decisão de fechar as portas ao debate eleitoral chama atenção, justamente num momento em que a disputa entre Flávio e Lula mobiliza o país.

O que vem agora

A proibição vale até o fim da eleição presidencial. Resta saber se os estudantes que queriam entregar o documento por pluralidade vão buscar outro caminho para levar o pedido à reitoria depois do segundo turno. A nota não detalha essa possibilidade.

Análise do Giro

A universidade tem o direito de zelar pela segurança de seus alunos, e ninguém discute isso. Mas o caso mostra que o pedido por pluralidade ideológica, feito por jovens que se sentem sem espaço no campus, esbarrou em uma proibição geral em vez de um diálogo. Para um portal que defende a liberdade, ambiente acadêmico é lugar de debate, e a tensão entre segurança e livre manifestação deveria ser resolvida com mais conversa, não com portas fechadas.

Com informações de Revista Oeste.

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