O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), colocou na mesa uma peça pesada do tabuleiro: aceita ceder integrantes do seu secretariado para uma eventual gestão de Flávio Bolsonaro (PL) na Presidência da República. A declaração foi dada ao programa Arena Oeste, transmitido nesta quinta-feira, 8.
“A gente perde aqui, mas o Brasil ganha lá”
Segundo Tarcísio, a prioridade da oposição neste momento é o futuro do país. Ele ressaltou que montou uma equipe técnica em São Paulo e que a transferência de auxiliares para Brasília traria ganhos ao Brasil.
O governador afirmou que já conversa com o candidato sobre nomes para a composição ministerial. E foi além do discurso eleitoral. “A gente não está aqui trabalhando pelo Flávio para eleger o Flávio presidente; a gente vai trabalhar para que ele seja um grande presidente da República”, declarou.
Em seguida, deixou claro que não faria cerimônia na hora de ceder quadros: “Se eu tiver um quadro muito bom que possa eventualmente compor um governo do Flávio Bolsonaro e ajudá-lo a ser um grande presidente, a gente perde aqui, mas o Brasil ganha lá.”
O nome citado: Caio Paes de Andrade
Tarcísio deu um exemplo concreto do tipo de profissional que tem em mente: Caio Paes de Andrade, secretário de Gestão e Governo Digital de São Paulo. Ex-presidente da Petrobras, ele liderou a digitalização de mais de 5 mil serviços públicos no Estado, segundo a entrevista.
O governador não anunciou que Caio será convidado, nem informou que cargos estariam em discussão. Apenas o apontou como modelo de quadro qualificado para o Poder Executivo federal.
O preço da saída
Tarcísio admitiu que perder nomes do primeiro escalão paulista terá custo para a administração estadual. “Eu vou ficar muito triste porque me ajuda muito, mas se for o chamamento do Brasil, a gente vai ter o trabalho de procurar outro quadro técnico”, concluiu.
O que vem a seguir
Com as conversas sobre ministérios já em andamento, a dúvida agora é quais nomes sairão do governo paulista e quais pastas poderiam receber esses auxiliares. Tarcísio não detalhou esses pontos, e a definição dependerá do desfecho da disputa presidencial.
Análise do Giro
Ao falar em equipe técnica e em abrir mão de bons quadros pelo país, Tarcísio sinaliza que a oposição quer ser vista como projeto de gestão, e não apenas de protesto. Para o eleitor que defende eficiência no Estado, menos burocracia e serviços públicos que funcionem, a mensagem é forte. Resta saber se o discurso virá acompanhado de nomes concretos e de uma equipe capaz de entregar o que promete.
Com informações de Revista Oeste.



