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Brasil

Trio elétrico cruza o oceano: a aventura de Netinho na Copa de 1990 em Turim

Com a morte de Netinho aos 60 anos, volta à tona a história do trio elétrico que viajou de navio até a Itália para embalar torcedores na Copa de 1990.

Trio elétrico cruza o oceano: a aventura de Netinho na Copa de 1990 em Turim
Foto: Mílton Jung / CC BY 2.0 (Netinho de Paula)
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Um trio elétrico, um navio e dois meses de travessia. Em 1990, o cantor Netinho e a Banda Beijo levaram a festa baiana à Copa do Mundo da Itália e transformaram os arredores dos jogos em Turim num pedaço de Carnaval. A história volta à memória do país nesta terça-feira (13), dia em que o artista morreu, aos 60 anos.

O Carnaval que atravessou o Atlântico

O episódio, lembrado pelo próprio cantor em sua biografia oficial, aconteceu depois do Carnaval de Salvador. O equipamento foi embarcado no Brasil e viajou de navio por cerca de dois meses até chegar ao país europeu.

Na Itália, os shows aconteceram antes e depois das partidas, no período em que a seleção brasileira passou por Turim, cidade do Estádio Delle Alpi. O público não era só brasileiro: torcedores de diferentes países encontraram ali uma estrutura típica da festa baiana em pleno Mundial.

“Foi tudo surreal!”

É assim que Netinho resumiu a experiência ao recordá-la: “Foi tudo surreal!”. No relato, ele descreveu a iniciativa como a primeira viagem de um trio elétrico montado para fora do Brasil daquela forma, acompanhando a seleção.

A aventura mostra um artista que já ousava muito antes de virar fenômeno nacional. Na época, Netinho ainda estava à frente da Banda Beijo e construía a trajetória que, nos anos seguintes, alcançaria público cada vez maior.

Antes de “Milla”, o mundo

A ida à Itália indica que a relação do cantor com o público estrangeiro nasceu antes do maior sucesso individual. O primeiro disco solo só sairia em 1993, e “Milla” ganharia projeção nacional na gravação ao vivo de 1996.

Com a morte de Netinho, a passagem pela Copa reaparece como um capítulo singular da carreira: um trio elétrico levado por navio, uma banda brasileira e torcedores de vários países reunidos em torno da música, longe das ruas de Salvador.

Análise do Giro

A história do trio elétrico que cruzou o oceano lembra o quanto a cultura popular brasileira tem força para conquistar o mundo quando há ousadia, trabalho e vontade de levar a alegria do país para fora. É um legado que merece ser lembrado com respeito e gratidão.

Com informações de Bacci Últimas.

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