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Eleições

TSE dá 48h à Meta e cobra explicações após campanha de Lula acusar falhas em anúncios

Campanha petista diz ter sido prejudicada no Instagram e no Facebook; Meta nega irregularidades, e o TSE manda guardar todos os registros.

TSE dá 48h à Meta e cobra explicações após campanha de Lula acusar falhas em anúncios
Foto: Ricardo Stuckert/PR / CC BY 2.0 (Luiz Inácio Lula da Silva)

O relógio já corre contra a Meta. O Tribunal Superior Eleitoral deu 48 horas para a empresa explicar supostas falhas no impulsionamento de conteúdo de campanhas no Instagram e no Facebook. A ordem é do ministro Marco Aurélio Bellizze e atende a reclamações da campanha de Lula, que diz ter sofrido dificuldades para promover suas publicações.

A queixa do comando petista

A campanha do presidente afirma que problemas técnicos reduziram a visibilidade de suas publicações num período considerado crítico. Segundo o relato petista, o adversário, Flávio Bolsonaro, teria sido beneficiado. Trata-se, por ora, de alegação da campanha: a fonte não apresenta prova de favorecimento.

As seis perguntas que a Meta terá de responder

O tribunal enviou seis questionamentos à empresa. Entre os pontos cobrados estão:

  • a desativação da conta de anúncios de Lula em 23 de setembro, sem justificativa clara;
  • inconsistências na contagem de visualizações e do alcance das publicações;
  • a possível presença de perfis automatizados promovendo conteúdo favorável a Flávio;
  • as medidas de moderação adotadas desde o início oficial da campanha, em 16 de agosto;
  • a remoção de perfis de candidatos por violações eleitorais;
  • a conservação de todos os registros relacionados aos procedimentos questionados.

Note a diferença: são perguntas feitas pelo tribunal, não conclusões. Nada ali confirma que houve manipulação ou favorecimento.

Meta rebate e TSE manda guardar tudo

A Meta nega irregularidades e contesta as acusações. Mesmo assim, o TSE determinou a preservação integral dos dados sobre moderação, anúncios veiculados e métricas de desempenho, material que poderá servir a investigações futuras da Justiça Eleitoral.

O que está em jogo

A resposta da empresa pode definir se haverá abertura de inquéritos administrativos ou processos disciplinares contra a plataforma por possível desequilíbrio na disputa. O tema divide analistas e especialistas em direito eleitoral, sobretudo no debate sobre a regulação das redes sociais.

Nas próximas 48 horas, o tribunal deve receber a versão da Meta sobre a conta desativada, as métricas contestadas e os perfis automatizados. É a partir dela que se saberá se a queixa da campanha de Lula se sustenta ou fica no campo da denúncia.

Análise do Giro

É legítimo que qualquer campanha peça explicações a uma big tech, e a transparência dos algoritmos interessa a todo eleitor. Mas acusação não é prova: até aqui, a Meta nega o que lhe é atribuído, e o que existe são perguntas do TSE. Cabe cautela para que a necessária fiscalização não vire pretexto para ampliar o controle estatal sobre o que circula nas redes, em prejuízo da liberdade de expressão.

Com informações de Topic News.

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