O recado veio direto e sem rodeios. Neste domingo (11), o senador e candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, usou o X para avisar que quem anda prometendo cargos ou ministérios em seu nome é um “picareta”. O alerta chega em plena disputa do segundo turno, quando qualquer boato pode virar moeda de troca.
“Não acredite!”: o aviso de Flávio
A mensagem foi curta e firme. “Qualquer pessoa que esteja usando o meu nome e prometendo cargos ou ministérios é um picareta! Não acredite!”, escreveu Flávio em seu perfil.
Ao classificar o uso do nome como desonesto, o senador tenta fechar a porta para oportunistas que se apresentam como interlocutores de um eventual governo. O recado também serve de proteção aos apoiadores que possam ser abordados com falsas promessas.
A conversa sobre ministérios fica para depois
O tema já vinha ganhando espaço. Em entrevista ao SBT News, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro afirmou que as nomeações de ministros de um eventual governo de Flávio passarão pelo aval do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo ele, essas conversas só acontecem depois do segundo turno.
A posição de Flávio bate com a de Eduardo: antes de falar em equipe, vem o voto.
O pedido aos eleitores: cada voto conta
No mesmo texto, o senador pediu mobilização. “Cada voto importa! Converse com quem não foi votar no primeiro turno, procure quem ainda está indeciso. Ganhar mais um voto é fundamental neste momento!”, escreveu.
O foco, portanto, está nas abstenções e nos indecisos. É nesse eleitorado que a campanha tenta crescer na reta final.
O cenário que embala a campanha
O apelo vem num momento de pesquisas favoráveis. A Atlas/Bloomberg aponta Flávio com 51,1% contra 45,7% de Lula no segundo turno. No Rio Grande do Sul, o levantamento da AtlasIntel mostra 47,9% para Flávio e 44,4% para Lula. Já o ato do candidato no Rio reuniu 8,9 mil pessoas, segundo estimativa da USP/Cebrap.
O que vem pela frente
A tendência é que a campanha de Flávio mantenha a mensagem: nada de loteamento de cargos antes da hora e todas as energias na caça ao voto até o dia 25. O próximo passo é ver se o apelo para reconquistar abstenções e indecisos se traduz em resultado nas urnas.
Análise do Giro
Ao desautorizar publicamente quem negocia ministérios em seu nome, Flávio sinaliza que quer um governo montado com critério e não no balcão de promessas, algo que costuma agradar ao eleitor cansado de barganhas. Mantê-la depois do segundo turno, como prometem ele e o irmão, será o teste real dessa disciplina.
Com informações de Bacci Política.



