O senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, foi direto neste domingo, 11, no Centro de São Paulo: vai manter os benefícios sociais e pretende “acabar com a era do Lula”. O recado foi dado a prefeitos da Região Metropolitana, em reunião de trabalho que abriu a agenda do presidenciável na capital paulista, com Tarcísio de Freitas (Republicanos), o prefeito Ricardo Nunes (MDB) e o secretário estadual da Segurança Pública, delegado Nico Gonçalves.
O recado ao PT: a mentira não vai colar
Flávio mirou o discurso de que o fim do Bolsa Família viria com a sua eleição. Garantiu que manterá o programa e acusou o PT de se segurar no poder pela desinformação.
“O PT chega ao governo com a mentira e tenta se sustentar no poder com a mentira”, afirmou. E foi além: “Ele [Lula] aposta na ignorância do brasileiro. Eu quero apostar na inteligência do brasileiro”.
Do benefício à porta de saída
O candidato disse que quer aprimorar a assistência social e criar incentivos para que os beneficiários conquistem independência financeira. A ideia é integrar os programas sociais a cursos de capacitação profissional pelo Sistema S, com acesso por ferramentas digitais.
A proposta inclui ainda um sistema de pontuação vinculado ao CPF. Segundo Flávio, quem investir na própria qualificação poderá receber benefícios, como cashback na compra de bens duráveis, entre eles celulares e eletrodomésticos.
Facções como terroristas
Na segurança pública, o tom foi de endurecimento. Flávio prometeu criar mais de 500 mil vagas em presídios, usar inteligência artificial para localizar pessoas com mandados de prisão em aberto e fixar pena mínima de oito anos para roubo de celulares e receptação de aparelhos roubados.
“Facções como Comando Vermelho, PCC e milícias vão ser classificadas e tratadas como terroristas”, declarou. E cutucou o adversário: “O que eles fazem é terrorismo em qualquer lugar do mundo. Só que hoje tem um presidente da República que os protegem”.
Dívida, juros e a aposta nos prefeitos
Na economia, Flávio responsabilizou o governo Lula pelo endividamento federal. Disse que a mudança no comando do Executivo pode reduzir os juros e ampliar os recursos para investimentos nos municípios.
Ele também defendeu uma gestão municipalista, com mais proximidade entre Presidência, governadores e prefeitos, o que, segundo ele, facilita o acesso das cidades a recursos federais. E fez um pedido direto aos gestores: que mobilizem eleitores indecisos e incentivem o comparecimento às urnas, já que os prefeitos têm influência sobre os moradores.
“Eu nunca tive assim tanta certeza na vida de que é isso que eu tinha de fazer mesmo: de ser candidato à Presidência da República pra acabar com essa era do Lula”, disse. “E é isso que eu vou fazer junto com vocês.”
O território em disputa
A escolha do local não é casual. A Região Metropolitana de São Paulo é um dos focos da campanha no segundo turno. No primeiro turno, Flávio recebeu menos votos que Lula em alguns municípios, como na própria capital paulista e em São Bernardo do Campo. À tarde, o candidato ainda se reuniu com vereadores da região.
O próximo passo é medir se a ofensiva sobre o Bolsa Família e a segurança pública, somada ao apoio dos prefeitos, reduz a distância nessas cidades até o dia da votação.
Análise do Giro
Ao garantir o Bolsa Família e propor capacitação como porta de saída, Flávio responde ao medo que a campanha petista tenta alimentar, e o faz com uma agenda de autonomia e trabalho, coerente com a defesa da liberdade e do mérito. Resta ao eleitor comparar essas promessas com a rejeição do governo Lula ao endividamento e à insegurança que as cidades enfrentam.
Com informações de Revista Oeste.



