O fim de semana de atos a favor da reeleição de Lula (PT) deixou um rastro de confusão. O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) compartilhou, neste sábado (10), o vídeo da influenciadora Carolina Fonseca, que relatou ter tido dois celulares roubados durante a manifestação pró-Lula de sexta-feira (9), em Belo Horizonte. Na Avenida Paulista, em São Paulo, o ato de domingo (11) terminou com depredação de estações do metrô e relatos de agressões contra duas mulheres.
“Celular socializado”: a ironia de Nikolas
Ao repostar o vídeo, Nikolas não poupou o tom provocativo. “Mais uma que teve o celular socializado, dessa vez em BH na manifestação pró-Lula”, escreveu o parlamentar nas redes sociais.
No relato, Carolina disse que estava trabalhando quando o roubo aconteceu. Ela é videomaker e usa o celular como ferramenta de trabalho. Sem o aparelho, abriu uma campanha de arrecadação para comprar outro e, por ora, usa um telefone emprestado para publicar conteúdo.
O que a própria influenciadora ressalvou
Há um ponto que não pode ficar de fora. Carolina declarou que não concorda com o compartilhamento do vídeo pelo deputado. Ela também ressaltou que ninguém conseguiu identificar o autor do roubo nem o posicionamento político dele. Ou seja: não há, até aqui, indicação de quem foi o responsável.
O fato concreto é que a profissional perdeu o instrumento de trabalho justamente num evento de campanha, e o episódio ganhou as redes pelas mãos de um dos nomes mais influentes da direita.
Paulista: pichação, portas quebradas e atrito com funcionários
O cenário em São Paulo foi mais pesado. Segundo a Polícia Militar, durante a dispersão do ato de domingo, manifestantes picharam e depredaram as entradas das estações Consolação e Trianon-Masp, da Linha 2-Verde. Na Consolação, houve quebra de portas e grades, além de atritos com funcionários do metrô. Também foram relatadas agressões contra duas mulheres.
Os episódios ocorrem em plena campanha do segundo turno, marcado para 25 de outubro, em que Lula disputa a Presidência com Flávio Bolsonaro (PL).
O que vem pela frente
A pergunta que fica é se a campanha petista vai se manifestar sobre os danos ao patrimônio e sobre as agressões. A reação do PT e das autoridades de segurança será acompanhada de perto. Nas redes, o assunto tende a se manter na pauta até a votação.
Análise do Giro
Atos políticos são direito de qualquer corrente, mas quem convoca multidões responde pela segurança e pela imagem do que promove. Sem autoria identificada, ninguém pode acusar ninguém pelo roubo em BH, e a própria vítima fez essa ressalva. Já o quebra-quebra no metrô paulistano está documentado pela PM e pede repúdio claro da campanha de Lula, que fala em paz e democracia, mas vê seus eventos terminarem em confusão.
Com informações de Revista Oeste.



