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Ato pró-Lula na Paulista põe Flávio com bigode de Hitler e adultera a Bandeira

Cartazes com suástica, boneco de rato e bandeira alterada para “Sem Anistia” mostram até onde foi a retórica de manifestantes pró-Lula na Avenida Paulista.

Ato pró-Lula na Paulista põe Flávio com bigode de Hitler e adultera a Bandeira
Foto: Agência Senado / Attribution (Flávio Bolsonaro)

A campanha chegou ao nível mais baixo na Avenida Paulista. Neste domingo, manifestantes pró-Lula exibiram cartazes que mostravam Flávio Bolsonaro com o bigode de Adolf Hitler, ergueram uma bandeira do Brasil adulterada e ainda levaram um boneco inflável que o retratava como um rato. A cena escancara a escalada da retórica no segundo turno.

Flávio com bigode de Hitler e suástica no cartaz

Um dos cartazes trazia o candidato caracterizado como o ditador nazista. Outro painel exibia uma suástica estilizada ao lado da frase “Foge Flávio”. Havia ainda uma faixa que atribuía ao ex-presidente as 700 mil mortes por covid-19 e fazia a família do candidato responder por isso.

Entre as mensagens do ato, apareceu também a frase “Um projeto é de vida, o outro de morte”. Em vez de debater propostas, a militância preferiu rotular o adversário com símbolos do nazismo.

O rato de R$ 143 milhões que ninguém provou

O boneco inflável mostrava Flávio como um rato segurando um cheque de R$ 143 milhões. Segundo o material de origem, não há comprovação de que ele tenha recebido essa quantia. Ou seja: a acusação foi levada à rua em forma de caricatura, sem prova que a sustente.

Bandeira adulterada pode virar caso

O episódio mais sensível é jurídico. Os manifestantes estenderam uma grande bandeira nacional com “Sem Anistia” no lugar de “Ordem e Progresso”. A Lei nº 5.700/1971 proíbe alterações no dístico da Bandeira e prevê multa, em infração classificada como contravenção penal.

O material de origem aponta que órgãos de fiscalização podem investigar a violação da lei sobre símbolos nacionais. Até aqui, não há informação de que alguma providência tenha sido tomada.

Marighella, foice e martelo e palavrão em coro

O ato reuniu ainda uma camiseta em homenagem a Carlos Marighella, fundador da ALN, e uma foice e martelo que defendia “voto crítico” e “alternativa comunista”. Também foram vistas bandeiras da Palestina, do MST, do MTST e da União Nacional dos Estudantes.

Em certo momento, os manifestantes repetiram em coro: “Ei, Bolsonaro, vai tomar no c…”.

E agora?

A campanha segue polarizada até a votação. A dúvida é se as autoridades vão olhar para o uso indevido da Bandeira Nacional e se o eleitor vai ver nessas imagens o tom que a esquerda quer dar à disputa.

Análise do Giro

Quem precisa comparar o adversário a Hitler e adulterar a Bandeira para fazer barulho mostra que lhe faltam argumentos sobre o que realmente interessa ao brasileiro: economia, segurança e custo de vida. O direito de protestar é sagrado, mas respeito aos símbolos nacionais e debate honesto são o mínimo que se espera de quem diz defender a democracia. Se a campanha pró-Lula quer falar de “vida”, precisa antes discutir ideias, e não distribuir caricaturas sem prova.

Com informações de Topic News.

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