O recado veio da arquibancada, e veio alto. No início da noite deste domingo, 11, vários torcedores do Flamengo xingaram o presidente Lula (PT) na saída do Maracanã, no Rio de Janeiro, depois do clássico contra o Fluminense, pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro. Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o coro em massa nas rampas de acesso ao estádio: “Ei, Lula, vai tomar no c…”.
Clássico terminou, o protesto continuou
O jogo reuniu mais de 63 mil torcedores, e a política entrou em campo junto com eles. Segundo a Revista Oeste, o clássico carioca foi marcado por manifestações políticas nas arquibancadas, e os xingamentos ao presidente foram só uma parte do recado.
A faixa que acusou o “gol contra”
No meio da torcida rubro-negra, uma faixa apontou o alvo do protesto: a medida provisória de Lula que proibiu a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas esportivas no Brasil. O texto era direto: “O futebol brasileiro não pode ser vítima desse gol contra, Lula, Congresso e STF”.
A mensagem colocou no mesmo time de críticas o Palácio do Planalto, o Parlamento e o Supremo.
Até os jogadores entraram no protesto
Não foi só a torcida. Jogadores de Flamengo e Fluminense entraram em campo com a frase “Proibir não é proteger” estampada nas camisas, no espaço que normalmente é ocupado pelos patrocinadores. Segundo a fonte, o protesto contra as restrições às apostas teve a participação dos dois clubes.
O gesto é simbólico. Dois rivais históricos, que raramente concordam em algo, abriram mão do espaço comercial das camisas para criticar a medida do governo.
O que vem pela frente
O episódio acontece em plena disputa política e mostra que a medida provisória das apostas chegou às arquibancadas. Resta saber se o tema ganhará força no debate público e se o governo vai responder ao protesto que saiu do maior estádio do país. Por ora, o Planalto ainda não aparece com resposta no material divulgado sobre o caso.
Análise do Giro
Quando 63 mil pessoas, dois clubes e seus jogadores convergem em um mesmo recado, o governo deveria ouvir em vez de insistir na tese de que proibir é proteger. A frase estampada nas camisas resume uma crítica comum entre os defensores da liberdade econômica: o Estado que tudo veta raramente resolve o problema, e muitas vezes só o empurra para longe das regras e da fiscalização. Cabe ao Planalto explicar por que escolheu a proibição, e não a regulação, como caminho.
Com informações de Revista Oeste.



