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Brasil

Ato pró-Lula deixa rastro de depredação e pichações em estações do Metrô na Paulista

Metrô negou vandalismo interno no domingo, mas na segunda confirmou oito coberturas quebradas em três estações, pichações e um trem sujo após o ato pró-Lula.

Luiz Inácio Lula da Silva
Lula. Foto: Lula Oficial / CC BY-SA 4.0 (Wikimedia Commons)
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A festa de domingo (11) na Avenida Paulista terminou com depredação, pichações e tumulto. A Polícia Militar de São Paulo registrou ocorrências durante a dispersão do ato de apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os episódios atingiram diferentes pontos da região, inclusive acessos a estações do metrô. Na segunda-feira (12), o Metrô confirmou os prejuízos e registrou boletim de ocorrência.

O Metrô negou, e depois confirmou

No primeiro momento, a companhia informou que não havia identificado ocorrências internas de vandalismo. A versão durou pouco. Na segunda-feira, o próprio Metrô admitiu danos nas estações Brigadeiro, Trianon-Masp e Consolação, todas da Linha 2-Verde.

No total, oito coberturas de acessos voltados à Avenida Paulista foram danificadas. A empresa também achou pichações e adesivos em paredes internas, em corrimãos de escadas fixas e rolantes e até dentro de um trem.

Imagens, rostos cobertos e um recado na parede

Imagens da CNN Brasil mostram pessoas em cima da cobertura de vidro de uma das entradas da estação Trianon-Masp. Algumas aparecem com o rosto coberto. Também foi flagrada uma pichação com a frase “Viva a Revolução”. Não foi possível determinar quando a inscrição foi feita nem quem a escreveu.

Na estação Consolação, segundo a PM, portas e grades de acesso foram danificadas. A aglomeração ainda restringiu a circulação de passageiros. O Metrô fechou temporariamente acessos da Trianon-Masp por causa do grande fluxo de manifestantes.

O que diz a polícia

Em comunicado da Secretaria da Segurança Pública (SSP), a PM informou que os problemas começaram durante a saída dos manifestantes. Os policiais permaneceram na região para acompanhar a movimentação e garantir a segurança da população.

Limpeza, vidros novos e caça aos responsáveis

As equipes de manutenção começaram a limpeza na madrugada de segunda-feira. Novas placas de vidro foram encomendadas para substituir as estruturas quebradas. O Metrô vai entregar à polícia as imagens das câmeras de monitoramento para ajudar a identificar os responsáveis.

O material de origem não traz posicionamento da campanha de Lula sobre os episódios, nem identifica quem praticou os danos. A apuração está nas mãos da polícia.

O que vem agora

A expectativa é que as imagens das câmeras mostrem quem quebrou e pichou. O caso entra no debate eleitoral a poucos dias do segundo turno, com a Paulista, palco de grandes atos políticos, de novo no centro da discussão sobre limites de manifestações.

Análise do Giro

Manifestar-se é direito de todos, e ninguém deve ser responsabilizado por atos que não praticou. Mas patrimônio público não é palanque: vidro quebrado, grade danificada e pichação em trem são prejuízo real para quem usa o transporte todos os dias. Depois da primeira versão de que não havia vandalismo interno, o Metrô teve de recuar. Cabe agora às autoridades identificar os responsáveis com rigor e, a quem organiza grandes atos, deixar claro que depredação não faz parte da democracia.

Com informações de Paulo Figueiredo Show.

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