O domingo de ato político na Avenida Paulista terminou com cenas de destruição. Durante a dispersão da “Marcha pela Democracia”, que teve a presença de Lula, manifestantes depredaram os acessos às estações Consolação e Trianon-Masp do metrô, em São Paulo, segundo a Polícia Militar.
Portas quebradas, grades destruídas e pichação
De acordo com a PM paulista, os vândalos subiram nas estruturas das estações, quebraram portas e grades de proteção e pichavam frases como “Viva a Revolução”. A depredação atingiu justamente a infraestrutura que o trabalhador paulistano usa todos os dias para ir e voltar.
A Companhia do Metrô ainda não divulgou uma estimativa do custo dos reparos. Ou seja, a conta dos estragos segue em aberto.
Tumulto também na Augusta e na Praça Oswaldo Cruz
O caos não ficou restrito às estações. Foram relatadas aglomerações com tumulto na Rua Augusta e na Praça Oswaldo Cruz. Há ainda denúncias de agressões físicas contra mulheres durante o evento, segundo registros da polícia local. O material de origem não detalha quantas vítimas houve nem quem seriam os agressores.
O episódio se soma a outro relato do mesmo ato: o roubo de dois celulares, ironizado por Nikolas Ferreira nas redes e já noticiado pelo Giro. Agora, os danos ao metrô dão uma dimensão mais concreta do que aconteceu na saída da manifestação.
Quem vai pagar pelo prejuízo?
A pergunta que fica é simples: quem responde pelos danos ao patrimônio público? A PM segue investigando os responsáveis pelas depredações e pelas denúncias de agressão. Segundo a fonte, autoridades municipais devem avaliar se haverá responsabilização dos organizadores do ato pelos prejuízos causados à população que depende do transporte público. Até aqui, não há confirmação de que isso vá acontecer.
Vale registrar que a fonte não aponta que Lula tenha participado ou incentivado os atos de vandalismo. Os danos ocorreram durante a dispersão do evento que contou com a presença dele.
Análise do Giro
Quem convoca multidões em nome da “democracia” tem de garantir que o evento não termine em quebra-quebra, pichação e denúncias de violência contra mulheres. Protesto pacífico é direito de todos. Depredar o metrô, que serve o trabalhador, é outra coisa. Cabe às autoridades identificar os responsáveis e cobrar a conta de quem causou o dano, não do contribuinte.
Com informações de Topic News.



