O próximo ministério pode ter a digital de Jair Bolsonaro. Em entrevista ao SBT News, exibida no sábado (10), o ex-deputado Eduardo Bolsonaro afirmou que as nomeações de ministros em um eventual governo de Flávio Bolsonaro, candidato do PL em 2026, vão passar pelo ex-presidente. Eduardo também disse estar "à disposição" para um cargo, e seu nome é ventilado para o Itamaraty.
"Vão passar pelo presidente"
A frase é direta e não deixa dúvida sobre quem Eduardo considera ter a última palavra. "As nomeações de ministros vão passar pelo presidente Jair Bolsonaro", afirmou.
Ele admitiu, porém, um obstáculo prático: "Neste momento há uma dificuldade muito grande de ter contato com ele". E completou que o foco, por enquanto, é outro: "No momento estamos preocupados com a eleição do Flávio".
Eduardo no Itamaraty?
O nome de Eduardo circula como possível chefe do Ministério das Relações Exteriores. A leitura é que, por sua proximidade com lideranças da direita mundial, como integrantes dos governos de Donald Trump e Javier Milei, ele ficaria responsável por reaproximar oficialmente o Brasil desses governos.
Sobre o assunto, Eduardo foi cauteloso e jogou a decisão para depois das urnas: "Isso é assunto pra depois da eleição, mas se for da vontade de Flávio me ter em um Ministério, estou à disposição".
Flávio promete time competente
O recado de Eduardo se soma ao discurso do próprio candidato. Flávio tem dito que vai montar um time de ministros competentes e citou a presença de Daniella Marques como exemplo. Também reafirmou que receberá a faixa presidencial das mãos do pai.
O que vem pela frente
A escolha do primeiro escalão só se define se Flávio vencer no segundo turno. Até lá, a campanha segue concentrada em conquistar votos. Se a vitória vier, caberá a Flávio decidir quanto peso terá a opinião do pai e se o irmão ocupará um cargo na Esplanada.
Análise do Giro
Ouvir Jair Bolsonaro na montagem do governo é coerente com a lealdade política e com o apoio popular que o ex-presidente conserva entre os eleitores de direita. Ao mesmo tempo, Eduardo acerta ao deixar o debate de cargos para depois da eleição: neste momento, o que importa para o eleitor é o projeto de menos impostos, mais liberdade e respeito à família, e não a distribuição de ministérios.
Com informações de Bacci Política.



